Rio registra 183 novas mortes por coronavírus e ultrapassa marca de 90 mil casos confirmados

Segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio, o estado registrou novas 183 mortes por coronavirus, acumulando 8.595 óbitos desde o início da pandemia.

Os dados da pasta apontam para um novo recorde de casos registrados em apenas um dia: 6.061. Porém nesta quinta-feira, a própria SES admitiu ter tido um problema no sistema E-sus, fazendo a divulgação de casos apresentasse uma grande sub-notificação, com apenas 343 confirmações. Ao todo, 93.378 pessoas já foram diagnosticados com Covid-19. O EXTRA já questionou a secretaria de quantos casos foram confirmados nas últimas 24 horas, mas ainda não obteve resposta.

A capital concentra o maior número de novos casos e mortes. Na cidade do Rio foram confirmadas 124 óbitos e 2.498 novas pessoas infectadas. O alto número de infectados divulgados nesta sexta-feira pode estar relacionado ao problema técnico no E-sus.

Os municípios com mais óbitos acumulados são:

Rio de Janeiro - 5.632

Duque de Caxias - 370

São Gonçalo - 327

Nova Iguaçu - 309

Niterói - 172

As cidades com mais casos de Covid-19 são:

Rio de Janeiro - 48.753

Niterói - 5.219

São Gonçalo - 3.804

Nova Iguaçu - 2.934

Com 1 milhão de casos, Brasil não sabe quando atingirá o pico, dizem especialistas

O Brasil ultrapassou nesta sexta-feira a cifra de 1 milhão de casos registrados de Covid-19 sob dois fatores que complicam o cenário: o pico da epidemia ainda não tem um desenho claro, e a real proporção da epidemia é bem maior, apesar de não se saber o tamanho exato dela.

Analítico: Brasil chega a 1 milhão de casos de Covid-19 com incerteza sobre curados

A maior pesquisa no país para "soroprevalência", que seleciona amostragem da população para fazer exames e detectar exposição ao vírus, indica que 2,6% da população já havia sido infectada naquele momento, seis vezes mais que cifra oficial da época. Isso significa que, projetada a mesma proporção para o dia de hoje, o Brasil teria agora cerca de 6 milhões de infectados.

— Se o número exato é 4, 5, 6 ou 10 milhões a gente não tem como saber, porque nossa pesquisa foi conduzida em 133 cidades e não em todo Brasil — afirma o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, que coordena o trabalho. — Mas desde a primeira fase da pesquisa, em maio, a gente já informava que a contagem de casos do Brasil estava na casa dos milhões, e não mais dos milhares.

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